O povo iraquiano deve ser respeitado.
O povo não é algo abstrato quanto convenientemente pensam marxistóides. O "povo", a "sociedade" sou eu, você, assim como cada iraquiano, e acreditem, à despeito do que possam dizer, sobre o que o povo quer ou precisa, antropólogos de plantão patrocinados por cátedras estatais vomitadoras do relativismo cultural, nossos interesses são basicamente os mesmos de outro indivíduo qualquer de qualquer lugar, aumentar a própria satisfação e reduzir o desconforto, mudam apenas os meios utilizados, e consequentemente o grau de sucesso obtido por cada um.
Conheça qualquer pessoa em qualquer outro lugar e vai ter a grata surpresa de reconhecer os mesmos anseios e preocupações básicas que a sua, pois apesar do que os Estados e seus especialistas em relacionais internacionais digam, somos todos seres humanos. Essa trupe de parasitas, alguns bem intencionados e a maioria inocente útil, é que põe lentes de aumento em nossas diferenças em benefício próprio, supostamente para nos defender de nós mesmos, mas na verdade para se defenderem dos outros parasitas que contam a mesma história para os "estrangeiros". De boas intenções dessa turma o inferno está cheio, são um "mal necessário" na melhor das hipóteses.
Democracia no Iraque? Ótimo, mas só acredito quando for do interesse da maioria dos iraquianos (e isso só as urnas vão dizer). Tenho curiosidade sobre o tipo de "democracia" proveniente de uma maioria Xiita (creio que teremos boas surpresas). Ou do respeito que o Governo dos EUA tenha por uma democracia que desafie seus interesses, o que certamente seria o caso.
Abraço do Leo Ferretti